por Associação dos Geógrafos Brasileiros – AGB
No contexto brasileiro, no ano de 2009 foi instituída a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), pela sanção da Lei n° 12.187, de 29 de dezembro de 2009, por meio da qual o Brasil se comprometeu, voluntariamente, com a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
No mesmo ano, o estado de São Paulo sanciona a Lei Estadual nº 13.798, de 9 de novembro, com o propósito de, em seu art. 2° contribuir para tais emissões, em termos de ações de adaptação aos impactos das mudanças climáticas, bem como a redução e estabilização dos gases emitidos.
Objetivo da atividade é avaliar criticamente as condições da escola e de seu território a possíveis exposições aos riscos climáticos locais. O objetivo traçado forja um perfil de sujeito que, à realidade dos riscos climáticos, esteja apto a avaliar a situação, compreendendo as relações de forma mais complexa e multifacetada, identificando fatores e processos históricos, políticos e espaciais que conformam ou conformam os riscos climáticos, suplantando e superando as relações de causa e consequência como normalmente é o senso comum.
Proposta de metodologia para o ensino investigativo dos riscos climáticos associados às mudanças climáticas na escola:
Etapa 1: Apresentação da proposta;
Etapa 2: Organização de grupos;
Etapa 3: Elaboração de hipóteses e problematização da realidade socioespacial local;
Etapa 4: Pesquisa escolar sobre riscos climáticos;
Etapa 5: Discussão do conceito de risco climático;
Etapa 6: Atividade de campo 1 – Identificação e definição de riscos climáticos aos quais a escola pode estar exposta;
Etapa 7: Organização dos dados da atividade de campo no território da escola;
Etapa 8: Aula de campo 2 – Pesquisa sobre as condições estruturais da escola que podem ser afetadas com os riscos climáticos locais identificados;
Etapa 9: Organização dos dados da atividade de campo na escola;
Etapa 10: Discussão dos conceitos de vulnerabilidade, adaptação e resiliência;
Etapa 11: Elaboração de propostas de intervenção na escola;
Etapa 12: Reflexão coletiva da atividade;
Foram estipuladas 12 etapas, que são apenas sugestões de organização da proposta. Contudo, respeitando e considerando a diversidade das escolas brasileiras, essas etapas precisam ser discutidas com os sujeitos envolvidos e adaptadas às condições locais. Assim, certamente, a proposta pode ser ampliada, editada, de acordo com os interesses e objetivos traçados.
Darlan da Conceição Neves, Rafael Vinicius São José e Rogério Visquetti de Santana